Jornalista e produtora de conteúdo brasileira e fanática por filmes/séries/ livros que ama viajar e conhecer gente nova. Gerencia o relacionamento com autores e marketing do Quora em português.
Tem ...
(mais)Carregando...Escrever todos os dias me proporcionou uma clareza sobre mim mesma que eu nunca tive antes.
Sempre fui uma pessoa que faz as coisas. Nunca houve espaço para grandes reflexões. Precisar é precisar, e...
(mais)Carregando...Escrever todos os dias me proporcionou uma clareza sobre mim mesma que eu nunca tive antes.
Sempre fui uma pessoa que faz as coisas. Nunca houve espaço para grandes reflexões. Precisar é precisar, então eu sempre fui e fiz. E talvez pelo fato de nunca ter experimentado algum tipo de terapia, muitas coisas foram enterradas por mim mesma enquanto eu saía por aí fazendo coisas.
No começo desse ano eu senti falta de parar um pouco para pensar em mim e no que me move. Para dar um pouco de contexto, eu havia acabado de voltar de uma temporada morando fora. Eu tinha feito um mestrado que exigiu muito de mim. Antes disso, eu estava trabalhando e, antes disso, trabalhava e estudava. E isso durou anos. Mal havia tempo para respirar e eu me deixei ser levada por essa falta de interesse em mim mesma.
Até que a necessidade bateu à minha porta. Precisava entender quem eu era, o que eu queria, do que eu precisava. E comprei um livro sobre escrita criativa e bloqueios artísticos, que já mencionei aqui. A autora do livro usa técnicas diversas para que as pessoas libertem seu lado artístico e ela defende que escrever três páginas diárias todas as manhãs é um exercício mandatório.
Eu, como uma boa nerd, obedeci. Todas as manhãs eu saía do meu quarto em direção à sala da minha casa. Colocava uma música e escrevia três páginas de pensamentos ora aleatórios, ora muito organizados. Ali colocava como me sentia, o que via, o que tinha vontade de fazer, o que odiava, quem me incomodava, quem me inspirava, se fazia sol ou se chovia. Tudo. E nunca mais lia, muito menos dividia com outra pessoa. Colocava a minha alma ali. Às vezes, não gostava do que via. Outras vezes, ficava orgulhosa de mim.
Nos primeiros dias eu tentava escrever bonito, como se fosse publicar aquelas páginas. Depois me permiti relaxar. E foi então que, escrevendo, entendi várias questões internas que me acompanhavam havia anos. Chorei algumas vezes. Finalmente eu entendia coisas que me assombravam havia tanto tempo. Hoje, não faço esse exercício todos os dias religiosamente. Mas escrevo todos os dias assim mesmo. Seja por trabalho ou para colocar minhas ideias no papel. Mas as páginas matinais, como as fazia, só são feitas por mim, eu diria, 3 vezes por semana. Quando acordo e sinto que preciso.
Em resumo, escrever todos os dias me ajudou a organizar a minha mente. A entender a mim mesma e a perceber o que está bom e o que precisa ser mudado. A escrita se tornou em uma ferramenta de mudança na minha vida, e me transformou também.
Bolonha é uma cidade encantadora, relativamente pequena (se levar em consideração a área central) e muito mais tranquila que Roma, Milão e Veneza. Estive lá recentemente, fiquei 2 dias e meio foi o...
(mais)Carregando...Bolonha é uma cidade encantadora, relativamente pequena (se levar em consideração a área central) e muito mais tranquila que Roma, Milão e Veneza. Estive lá recentemente, fiquei 2 dias e meio foi o suficiente para me apaixonar.
Localizada na região conhecida como Emilia Romagna, Bolonha é a casa da universidade mais antiga da Europa, a Università di Bologna, fundada em 1088. A cidade é famosa por isso, e também por outras três características, sendo conhecida pelos italianos como "la Dotta, la Grassa, la Rossa, la Turrita". Em português, a sábia, a gorda, a vermelha, a torre.
Bolonha é chamada de "la Grassa" pela sua tradição culinária. Entre os pratos típicos estão tortellini, mortadela, lasanha, tagliatelle ao ragù e mais. "La Rossa" por conta do seu histórico político e também pela cor terracota das construções medievais que são marca da cidade. Por fim, também é conhecida como "la Turrita", a torre (antigo símbolo de poder e riqueza) pela quantidade de torres que se espalham por Bolonha. Hoje, as torres mais famosas são as Duas Torres conhecidas como Asinelli e Garisenda. Conheci a torre de Asinelli e não recomendo para quem tem problemas com claustrofobia — eu nem sabia que tinha até ter uma pequena crise ali mesmo.
Na minha lista de prioridades estão:
Um breve resumo da minha experiência em Bolonha:
Com muita paciência, amor e, se possível, fazendo terapia. Autocuidado é o ponto inicial — só se pode oferecer apoio ao próximo quando você se cuida. Falo por experiência própria. Quando alguém na ...
(mais)Carregando...Com muita paciência, amor e, se possível, fazendo terapia. Autocuidado é o ponto inicial — só se pode oferecer apoio ao próximo quando você se cuida. Falo por experiência própria. Quando alguém na família tem uma doença mental, não é incomum que quem esteja mais próximo sofra junto. E se a gente afunda, quem pode oferecer suporte para quem mais precisa? Demorei a descobrir isso. Entender que cuidar de mim também é cuidar do outro foi um dos maiores aprendizados da minha vida. Claro que ainda erro muito (todos os dias), mas saber que existem métodos e caminhos a serem percorridos ajuda muito.
Você pode denunciá-las.
Boas respostas no Quora:
Você pode denunciá-las.
Boas respostas no Quora:
Veja mais aqui.
Ao clicar nos três pontinhos (…) da resposta em questão, clique na opção Denunciar no menu e escolha o motivo da denúncia.
Para mim, o diálogo entre Ross e Joey no episódio da calça de couro é o melhor. Aliás, toda a cena me faz rir só de me lembrar da cara do Ross de desespero ao se ver naquela situação esdrúxula.
No e...
(mais)Carregando...Para mim, o diálogo entre Ross e Joey no episódio da calça de couro é o melhor. Aliás, toda a cena me faz rir só de me lembrar da cara do Ross de desespero ao se ver naquela situação esdrúxula.
No episódio 11 da quinta temporada, todos os personagens da série fazem resoluções. É noite de ano novo quando os amigos conversam sobre os seus planos para o ano seguinte, 1999. Rachel prometeu maneirar na fofoca, Chandler tinha como objetivo não fazer piadas dos amigos por uma semana e Ross… Ross queria apenas ser feliz e fazer algo que ainda não tinha feito.
E com isso em mente, ele comprou uma calça de couro. E foi a um encontro, e passou um calor que ele não imaginava passar. Ele estava na casa da sua nova namorada e resolveu ir ao banheiro para se refrescar. Ross tira as calças e molha as pernas para o que ele imaginava que seria um momento de alívio. Mas depois, ao tentar colocá-las, parece que as calças encolheram e nada que ele faça o ajuda a colocá-las novamente.
Aí começa a melhor cena e o melhor diálogo de Friends:
Ross liga para a casa de Chandler e Joey para pedir socorro aos amigos. Joey atende:
Ross descreve a situação:
Ross: estou no banheiro da Elizabeth…
Joey: Boa!
Ross: Não! Eu senti muito calor com a minha calça de couro então eu a tirei, mas ela deve ter encolhido com o suor ou então a minha perna se expandiu com o calor e eu não consigo colocá-la de volta, Joey!
Joey: Hum, esta é uma situação e tanto.
Depois disso, Ross cai no erro de escutar os conselhos de Joey que vão de passar talco e vaselina nas pernas até o total abandono do amigo que termina sem calças e com uma pasta branca, resultado da mistura do talco e do creme, espalhada por todo o corpo, na casa de uma nova namorada que ainda não o conhece bem.
Vale a pena ver — Friends ainda está disponível na Netflix!
Morro de rir sempre.